Cean | Centro de Estudos "Ayres Netto"

CEAN - Projetos > Destaques
Destaques

< Voltar

O Direito de Morrer


O professor comentou que ao longo dos anos houve uma evolução dos conceitos de vida e morte, tanto no âmbito científico quanto religioso.

Quando analisamos do ponto Científico: a evolução da morte cardíaca para a morte cerebral. Com a evolução dos transplantes, houve a necessidade de evoluir tanto o conceito como o critérios de morte.
Ao analisar o ponto de vista Religioso: Quando começa a vida? O que é a Fecundação? Pílula do dia seguinte é abortiva? Quando termina a vida?

Nos dias de hoje ainda permanecem estas questões:
  • Os contrassensos entre religião, ciência e direito.
  • O que é a Eutanásia? E a distanásia? Fazemos a ortotanásia?

Em alguns países da Europa já legalizaram a eutanásia infantil e em outros o suicídio assistido.
No Brasil, é permitido o abortamento de anencéfalos a pedido da família, em caso de estupro e nos casos de gestações com claro risco de vida para a mãe.
Então qual seria a solução para esse problema e para a diversidade de comportamentos? É necessário ter uma educação formal nas escolas de medicina desde o início do curso, aprendendo como lidar com a morte e cuidados paliativos.

Eutanásia (Boa morte)
Prática de interromper ativamente a vida do paciente, geralmente em estado irreversível, a fim de cessar seu sofrimento.

Distanásia (Morte Má)
Prática de prolongar a vida do paciente, independente do conforto, usando para tanto todo o arsenal médico como: antibiótico, intubação, manobras de ressuscitação e etc.

Ortotanásia (Morte correta)
Permite que a vida do paciente cesse naturalmente, apenas com cuidados paliativos para garantir conforto no restante da vida. Não ocorre a ação do médico para interromper a vida, porém não há esforço para a sua manutenção a qualquer custo.

Devemos lembrar: suicídio é crime? Suicídio assistido é crime?

No Brasil, médico que faz suicídio assistido é criminoso. Em alguns países é permitido.
Suicídio como expressão de doença (depressão) é diferente de suicídio por decisão baseado em ideologias ou pela pátria ou pela religião e etc. Este último que em alguns países é permitido. Não é doença. É uma situação social.

A partir do conteúdo apresentado podemos apresentar as seguintes conclusões:
  • Médico deve assistir e não curar.
  • Discutir para criar protocolos.
  • Deve-se ter declaração antecipada da vontade do paciente.


Resumo da aula: Dra. Celyne Agrassar e Dra. Adrienne Pratti Lucarelli.

< Voltar